Mobiliário Hermes Ebanesteria: arte inspirada na natureza

Imagine um barranco recém contornado por um trator. As formas e cores gravadas na terra passariam despercebidas por muitas pessoas. Porém, para Giovani Costa, gerente de produtos e gestor da Hermes Ebanesteria, essas formas se transformam em inspiração para desenvolver mobiliários artísticos. “Um talude é uma maravilha para pegar inspiração, assim como uma árvore torcida ou um cascalho de pedras”, revela.
Para quem está acostumado a lidar com móveis desde criança, o olhar apurado descobre desenhos em tudo que está ao redor. “Nossa principal inspiração é a vida e o que temos no nosso planeta. Em viagens também vemos alguma coisa: uma abóboda de uma igreja, uma construção inacabada, uma ruína. O que não falta é inspiração”, afirma Giovani. Ele é um dos responsáveis pela criação dos móveis da empresa, em parceria com o Sr Hermes, seu pai e com os seus irmãos.
Giovani conta que certa vez estava no galpão da empresa com seu pai Hermes e havia um funcionário lavando um caminhão. Algumas gotas de água caíram nos móveis que estavam por perto e o desenho formado pelo líquido na superfície ficou tão bonito que se transformou na Linha Gotas. “São móveis com bolinhas de cristal, imitando gotas d’água. Eles são bastante conceituais e encantam”, ressalta. Até o inesperado e o que podia ser considerado um erro de reação nos testes com a madeira, muitas vezes se transforma em resultados surpreendentes, tornando-se novas peças para o acervo.

Mobiliário artístico

Os móveis desenvolvidos pela Hermes Ebanesteria fogem do que é considerado mobiliário padrão, pois possuem acabamento e design diferenciados, e, por isso, são considerados artísticos. Sua forma de produção segue o modelo milenar japonês, valendo-se muito dos encaixes. “A gente trabalha com o mínimo possível de pregos e parafusos. É uma tecnologia que os japoneses usam há 2 ou 3 mil anos e que é usada ainda hoje na construção civil”, revela Giovani.
No próximo ano, a empresa está preparando uma novidade: serão lançadas dobradiças de madeira, ou seja, alguns móveis não vão levar nada de aço. Essa técnica é muito encontrada em móveis japoneses de exclusividade, como é a proposta da Hermes.
Além disso, na empresa há um grande respeito pela madeira, a principal matéria prima. “A madeira que compro hoje chega verde e úmida. Demora de 2 a 3 anos para ser utilizada, respeitando, dessa forma, o tempo de maturação depois de ter sido retirada do local”, explica Giovani. Ele conta que a madeira que utilizam na fábrica é de manejo, isto é, passa por uma fase adulta. Outro tipo de procedência da matéria prima é a de replantio. A loja tem móveis que já são de reflorestamento. A madeira pode proceder ainda de outros países como Argentina, Peru, Paraguai e Uruguai, mas todas provenientes da mesma política sustentável.

A Hermes Ebanesteria

Já são treze gerações de Ebanesteiros na família de Hermes Costa, fundador da empresa. Tendo origem em grupos nômades europeus, todos os seus descendentes já trabalhavam nesse ofício. Giovani conta que seu pai começou no Brasil na década de 1960, no Rio de Janeiro. Hermes conheceu a esposa em Belo Horizonte. Se casaram e por aqui permaneceram. Em 1968, foi criada a primeira empresa de Hermes, que em 2001 veio a se chamar Hermes Ebanesteria. Saiba mais em: http://hermesebanesteria.com.br/sobre_nos.htm

Texto: Virgínia Loureiro

Linha Gotas

Fotografia: Petrônio Amaral

Mobiliário Artístico